quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lembranças das cantigas

Meu nome é Cristiane Poli. Exerço a profissão de atriz, cantora e produtora.
Quando eu era criança meu pai me apelidava de algodão.
Tenho muitas lembranças boas na minha primeira-série nas aulas de educação-fisica, quando a professora reunia todos os alunos e nos chamava para brincarmos no pateo da escola.
Oba.!!!hora da ciranda.
Meninos e meninas reunidos em circulo.
Era uma sensação tão boa!
Mãozinhas unidas, todos se olhando e a música na ponta da lingua.
Pombinha branca, ciranda-cirandinha, corre-cotia e tantas outras.
Momentos inesquecíveis que dá até vontade de voltar no tempo e brincar de novo!
Hoje penso e sinto o quanto foi importante pra mim aprender estas músicas, brincar de roda.
Tenho profunda paixão por música hoje.
Me recordo de meu pai pondo na vitrola - aquelas vitrolas que pareciam um móvel imbutido - Tonico e Tinoco pra ouvirmos, Tião Carrero e Pardinho, Altamiro Carrinho, Carlos Gomes..

Ganhei meu primeiro violão aos 13 anos. De tanto meu pai tocar moda de viola, música caipira, aprendi a tocar só de olhar. Admirava meu pai por isso.
 Lá pra minha adolescência aprimorei o meu gosto musical: Milton Nascimento, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Chorinho, Samba- choro, a chamada "Música Clássica", Jazz, blues..
Percebo que lembrando da minha experiência na infância, aqueles momentos na roda, foi desisivo para eu vivenciar alguns processos de transição.
Eu me sentia aceita brincando.
Superava alguns obstáculos.
Mais tarde já jovem voltei a brincar de roda no teatro.
A experiência ganhou uma nova dimensão.
Sinto uma boa energia quando todos dão as mãos e cantam.

Quero seguir na minha vida cantando e me juntando as pessoas com alegria, paz e amor.

Um abraço a todos!!
SP 27/05/ 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A ida ao teatro por Ingrid Dormien Koudela


"Certa vez perguntaram a Stanislavski como deveria ser um teatro para crianças, ao que o famoso encenador russo respon­deu: Igual, só que melhor do que o teatro adulto!
E como deveria ser o teatro para o jovem? Há espetáculos que se dirigem especificamente ao público jovem, tratando de problemas que lhe dizem respeito mais diretamente. Mas há muitos outros espetáculos a que este público também pode assistir. Bons espetáculos de teatro são universais, atingindo tanto o adulto quanto a criança e o jovem.
Este texto é um diálogo com você, professor, e almeja trans­formar a visita ao teatro em uma aventura prazerosa.
A ida ao teatro é extracotidiana em relação à rotina escolar. Mas ela pode ser transformada em oportunidade para criar uma situação de ensino/aprendizagem, na qual a descoberta e a construção de conhecimento estejam presentes, através da preparação antes da ida ao teatro e na volta à escola.
Seus alunos vão pela primeira vez ao teatro? Já fizeram visitas anteriores? Já foram a outras instituições culturais? A museus? A concertos de música? Há outras atividades culturais no bairro? É um grupo da periferia da cidade de São Paulo? Um grupo do interior do Estado?
E você, professor? Qual é a sua familiaridade com o teatro? É espectador? Professor especialista, com formação em teatro? É professor de Arte? De História? De Português? De outra área do currículo escolar? A ida ao teatro não implica necessariamente um professor especialista.
A platéia é o membro mais reverenciado no teatro! É para o espectador que todos os esforços dos atores e da equipe técnica (iluminação, cenografia, figurinos, sonoplastia e outros) se so­mam, preparando a sua vinda. Façamos justiça a esses esforços, preparando nossos alunos para o gesto de reverência ao público realizado pelos artistas de teatro. O espetáculo teatral envolve um trabalho intenso de ensaios e produção.
Os espaços culturais na cidade são ilhas de liberdade diante da ocupação da fantasia pela mídia e a sociedade de consumo. Ir a exposições e espetáculos de teatro e música é ensinar à criança e ao jovem que, além das áreas verdes, há espaços na cidade que merecem ser visitados.
O espetáculo "As meninas da roda" pretende contribuir para que o teatro se transforme em mais uma opção de cultura e arte na escola.
Ao mesmo tempo, o foco deste trabalho está na autonomia das relações espectador/ator, professor/aluno e aluno/aluno. A construção de conhecimento propiciada pela ida ao teatro será uma experiência sensível e a consciência de seu valor será con­quistada por meio da sua mediação, professor, complementando as sugestões aqui apresentadas.
A experiência sensível é única e cabe a você compreender e estimular as iniciativas de seus alunos, que podem se expressar de inúmeras formas sobre a ida ao teatro.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Meninas da Roda conversam no programa Mônica Sertã

Assista um bate papo sobre a importância do resgate das cirandas.

Corre Cotia



Vamos brincar de corre cotia?

Corre Cotia na casa da tia
Corre cipó na casa da avó
lencinho na mão caiu no chão moça bonita do meu coração, 1...2...3

terça-feira, 15 de março de 2011

O Cenário

Tudo acontece num belo jardim, onde essas lindas flores dormem aconchegadas em seus canteiros. Até que o mágico Curupira desperta as flores para brincar no imaginário infantil. Esse jardim se tranforma em mar, casa, roda, quintal e também em palco.

Bromélia

A Bromélia é uma flor bastante diferente e divertida também, sua cor avermelhada e suas longas folhas enfeitam muitos jardins, e é por este motivo que ela é uma florzinha bastante chamativa.

Jasmim

Jasmim é a personagem mais meiga e amiga. Essa linda flor tem seu nome de origem árabe Yasamin,que por sua vez foi emprestado do Persa. Seu aroma é adocicado e delicado.

O show vai começar!

Curupira  sopra seu pó mágico  e desperta as meninas  e os tocadores  para mais um dia de brincadeiras, envolvendo o público para onde será formada a roda, comandando as brincadeiras e passeando pelo palco. Quando a cantiga se refere a algum personagem masculino, Curupira coloca o adereço  desse personagem e então se apresenta na roda, da mesma forma que o Tocador.

Vamos cirandar?

Ciranda é um tipo de dança e música de Pernambuco. É originada na região Nordeste mais precisamente em Itamaracá pelas mulheres de pescadores que cantavam e dançavam esperando eles chegarem do mar. Caracteriza-se pela formação de uma grande roda, geralmente nas praias ou praças, onde os integrantes dançam ao som de ritmo lento e repetido. O espetáculo teatral as meninas da roda é composto por cirandas  e danças circulares. Que tal agora brincar de ciranda?

Você conheçe a história do Curupira?

O Curupira é uma figura do folclore brasileiro. Ele é uma entidade das matas, um anão de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás.
É um mito antigo no Brasil, já citado por José de Anchieta, em 1560. Protege a floresta e os animais, espantando os caçadores que não respeitam as leis da natureza, ou seja, que não respeitam o período de procriação e amamentação dos animais e que também caçam além do necessário para a sua sobrevivência, assim como lenhadores que fazem derrubada de árvores de forma predatória.O Curupira solta assovios agudos para assustar e confundir caçadores e lenhadores.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nosso respeitável público!

O espetáculo as meninas da roda, já foi visto por mais de 2.000 pessoas e desde 2006 vem encantando gerações através do resgate das cantigas e brincadeiras de roda.

" A criança é o cidadão do futuro, a ciranda tem um rico e celético repertório que encanta, emociona e proporciona uma grande viagem musical...o grupo As meninas da roda usando as canções e brincadeiras infantis fazem com que o público se transforme e embarque nesta magia que é a imaginação infantil..."

Mônica Sertã

Cantigas de Roda são mais que ciranda cirandinha

No século XXI os novos brasileiros nascem num mundo globalizado e virtual, o resgate de uma tradição que faz parte da cultura espontânea, decorrente da experiência de vida de qualquer coletividade soma na construção cultural e na identidade dessa nova geração.

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria
Como poderei viver,
Como poderei viver,
sem a tua, sem a tua.
sem a tua companhia?

Roda, Gira Gira e Roda

A montagem do espetáculo musical  "As meninas da roda" tem como objeto  resgatar as cantigas e brincadeiras de roda. Rosa, Bromélia, Jasmim,  e Violeta encantadas pelo Curupira despertam com o Tocador e junto com o publico vivenciam brincadeiras e cantigas de roda. Durante o espetáculo em meio as cantigas tradicionais e brincadeiras como “ Corre Cotia” as meninas colocam em foco temas mais atuais como a preservação do meio ambiente e a extinção de animais da fauna brasileira.

Um resgate as cantigas e brincadeiras do passado

Ao longo da História, as cantigas e brincadeiras vem transmitindo lendas, poesias, jogos de interação de grupo e  cultura. Consolidando um vínculo afetivo entre muitas gerações, que se deram as mãos, cantaram e dançaram juntas, falando a mesma linguagem, apesar da mudança dos tempos.  Brincando com símbolos e assumindo papéis diferentes na representação, ou simplesmente recitando um verso no centro da roda, as crianças  experimentam diferentes personalidades e distintas emoções, vivências que os ajudam a construir a própria identidade. Brincando, elas exercitam sua capacidade de socialização, habilidade necessária em qualquer ambiente que exija convivência e traquejo social. Ao longo da vida, a "roda" terá cenários bem mais amplos: a escola, o trabalho, a cidade, o país e a família que o adulto vier a formar.